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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Crítica: Apocalypse Now

Apocalypse Now (EUA, 1979), dirigido por Francis Ford Copolla, escrito por Francis Ford Copolla e John Milius, com Martin Sheen, Marlon Brando, Robert Duvall, Frederic Forrest, Sam Bottoms, Harrison Ford, Dennis Hopper, Laurence Fishburne e outros.

apocalypse now crítica"O horror. O horror". Essa é a fala imortalizada pelo personagem de Marlon Brando que resume em parte o que Apocalypse Now trata. Em parte porque o filme vai bem mais além de apenas nos mostrar com realismo exacerbado o derramamento de sangue e a destruição de indivíduos e consciências durante a guerra do Vietnã, nos apresentando também as conseqüências existentes em uma guerra estúpida, sem sentido, aviltante e desonrosa, como a completa brutalidade humana e a hipocrisia (se é que há alguma guerra que não seja assim, principalmente quando envolve os EUA). Mas ao retratar esse fim do mundo, Francis Ford Copolla foi contundente e chocante, nos levando a presenciar fatos horríveis, que nos revelam outra face da natureza humana, quando esta se encontra além do limite do que é suportável ou sob o comando de uma liderança vazia e sem propósitos maiores discerníveis ou aceitáveis.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Crítica: Agentes do Destino, Os

The Adjustment Bureau (EUA, 2011), escrito e dirigido por George Nolfi, com Matt Damon, Emily Blunt, Michael Kally, Anthony Mackie, John Slattery, Terence Stamp, e outros.


Com um conceito criativo e interessante que nos faz recordar a inventividade do recente e exemplar A Origem, Os Agentes do Destino nos apresenta a uma realidade na qual o destino da humanidade é constantemente planejado e encaminhado segundo as intenções do "Presidente" de uma misteriosa agência. Incumbidos de manter o transcorrer do destino sempre no eixo desejado, os tais agentes do destino - dotados de um chapéu que os permitem atravessar, por exemplo, a porta do banheiro de sua agência e sair em outra no vigésimo andar do Empire State Building - estão constantemente fazendo "ajustes" imperceptíveis na vida das pessoas, como levar um indivíduo a derramar café na própria roupa para que este perca o ônibus das 8 horas e 41 minutos da manhã, e assim, não conhecer determinada pessoa que possa vir a promover certa influência no seu percurso de vida e provocar um efeito cascata capaz de gerar resultados imprevisíveis, e claro, fora dos planos.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Crítica: Aurora

Sunrise: A Song of Two Humans (EUA, 1927), dirigido por F.W. Murnau, escrito por Hermann Sundermann, Carl Meyer, e outros; com George O'Brien, Janet Gaydor, Margaret Livingston, Bodil Rosing, e outros.

AuroraUm dos grandes nomes do cinema expressionista alemão, F. W. Murnau desenvolvia como poucos a atmosfera opressiva e o suspense, por onde essa corrente do cinema de vanguarda por vezes levava o público. Diretor de grandes obras como Nosferatu e Fausto, o cineasta alemão teve sua primeira experiência em Hollywood através do convite da Fox Films, no ano de 1927, para a direção deste Aurora: o resultado foi uma improvável mistura de gêneros e estilos, mesmo que estes estivessem ainda se estabelecendo, mas que resultou num belíssimo trabalho considerado até a atualidade um dos melhores filmes da história do cinema.
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